segunda-feira, 29 de março de 2010



Estágio

Todas as aprendizagens adquiridas ao longo do curso com certeza levarei para o meu estagio, que será realizado com uma turma maravilhosa do 3º ano, na escola onde trabalho.
As expectativas são muitas... Procurarei trabalhar assuntos da curiosidade dos alunos, trazendo diariamente atividades estimuladoras, desafiadoras, que despertem a imaginação e o interesse,como: jogos, brincadeiras, músicas,atividades lúdicas... fazendo com que se sintam estimulados a buscarem, re(descobrirem) participando “ativamente” de todas as atividades propostas,pois, conforme diz Fernando Becker “O aluno só aprende alguma coisa, construirá algum conhecimento novo, se ele agir e problematizar sua ação”. Com certeza, darei o máximo de mim, para que o momento de minha prática docente no estágio se torne inesquecível para mim e para os alunos.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Linguagem e Educação
Ao planejar nossas aulas pensamos nas estratégias, na maneira como iremos proceder para que os alunos aprendam de forma significativa os assuntos trabalhados no cotidiano da escola, com isso sempre temos uma ordem a ser seguida, ou seja, um método de ensino, por isso que não há como alfabetizar sem método, ou seja, “não há como alfabetizar e letrar (não importa a ordem!), na escola, sem o uso de múltiplos métodos que contemplem os processos de ensino e de aprendizagem, isto é, de aquisição (codificação e decodificação) e usos da língua escrita.” (TRINDADE, pg 3).
Uma criança ainda não escolarizada, ou um adulto analfabeto consegue fazer a leitura do mundo, por que já é um sujeito letrado, pois está em contato com o código escrito.
Ao planejar as atividades diárias, estas devem contemplar o ensino da língua materna, ou seja, o nosso português, como: produção de texto, leitura, escrita, oralidade, fundamentais para a aquisição da leitura e escrita e um melhor aperfeiçoamento do mesmo.
Também é importante trabalhar atividades que desenvolvem a consciência fonológica, os fonemas, os sons das pequenas partes até chegar ao todo, nas palavras e frases, fundamental para a compreensão da estruturação da escrita.
É importante que o professor disponha para os alunos, textos diferenciados, como: histórias em quadrinhos, músicas, noticiários de jornais,... para que cada vez mais cedo eles consigam contemplar nas suas criações textuais coerência e coesão,e não somente regras da gramática como muitos professores priorizam. Verificar se os textos apresentam conexão com as idéias apresentadas, sem repetir os mesmos dizeres, ou contradizer suas idéias dentro de um único texto. Auxiliar os alunos dia a dia nesta construção, para que futuramente se tornem grandes escritores.
Referências:
TRINDADE, Iole Maria Faviero. Não há como alfabetizar sem método?

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Pensar em um Projeto de Aprendizagens significa pensar em trabalhar com a curiosidade inicial dos alunos, sendo este o ponto de partida de toda pesquisa.
Esta curiosidade não precisa estar necessariamente vinculada à realidade de vida do aluno, pois, talvez possa surgir uma curiosidade que não esteja envolvida no contexto vivenciado por ele.
Todo PA precisa de um foco, para que a partir dele possamos dar andamento à pesquisa, planejando estratégias para a busca de nossas dúvidas, que irão se confirmar ou não, surgindo novas certezas e dúvidas durante as várias etapas de reformulação.
Trabalhar com projetos, onde os alunos possam escolher o tema da pesquisa, faz com que os mesmos, participam mais, interajam mais, consequentemente tendo aprendizagens mais significativas, pelo fato de estarem envolvidos em algo motivador, que desperta sua curiosidade em querer buscar novas informações, esse é o verdadeiro sentido de um PA.
Sempre tive muito interesse e curiosidade em saber sobre LIBRAS, mas sempre me pareceu um pouco complicado e difícil, mas para os surdos é uma necessidade natural de comunicação, como para nos ouvintes é a audição/oralidade.
Fico imaginando como é ter um aluno surdo na sala de aula, como faria para me comunicar com ele. Primeiramente iria procurar saber sobre a língua de sinais, mas sem apresentar domínio do mesmo no momento de um diálogo inesperado com uma pessoa surda, tentaria me comunicar com ela, olhando olho no olho, tentando dramatizar, desenhar, utilizando bastante as expressões faciais e corporais, já que a expressão visual é uma necessidade na comunicação dos surdos.
Para que haja interação entre surdos e ouvintes é fundamental conhecermos a linguagem de sinais, e a escola seria um espaço importante para se trabalhar com essa comunicação dos surdos (língua de sinais), dando espaço para conhecer e respeitar as diferentes culturas existentes em nosso meio, pois, vivemos num país de diversidades.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

LIBRAS
Para mim foi uma descoberta saber que a língua de sinais não é igual no mundo inteiro, ela se diferencia de país para país.
Hoje podemos dizer que felizmente as pessoas surdas têm sua cidadania reconhecida, após anos e anos de luta pelos direitos de ter sua língua e cultura valorizadas.
As pessoas surdas devem conviver diariamente, interagindo com ouvintes ou não-ouvintes, sem sentirem-se discriminadas ou excluídas pelo fato de pertencerem à comunidade surda. E para que isso aconteça é fundamental que as pessoas conheçam um pouco sobre a cultura dos surdos, a língua brasileira dos sinais, forma esta de comunicação entre as pessoas surdas, já que não utilizam o “canal auditivo oral, mas o canal espaço visual como modalidade lingüística”, onde a expressão visual é uma necessidade na comunicação dos surdos.
Para nos comunicar com pessoas surdas é fundamental conhecermos e nos aprofundarmos sobre a cultura surda, sua língua, costumes, crenças, hábitos, valores, regras, para que assim saibamos conviver em um país diversificado, sem preconceito e discriminação, pois, sujeitos surdos e sujeitos ouvintes “participam e compartilham os mesmos interesses em comuns em uma determinada localização.” E a escola seria um espaço importante para se trabalhar com Língua de Sinais, dando espaço para conhecer e respeitar as diferentes culturas existentes em nosso meio.
Linguagem e Educação
O texto “Tem um monstro no meio da história” (GURGEL, 2009), Maria Cecília Perroni, nos mostra que nos primeiros anos de vida, quando uma criança começa a contar histórias é comum que a mesma misture ficção e realidade,trazendo elementos vivenciados em seu contexto diário, demonstrando dificuldades em distinguir/separar o real do imaginário, podendo ser claramente percebido ao ouvir histórias contadas pelas crianças menores, sendo natural esta confusão entre realidade e fantasia, pois, até os cinco anos de idade, ela está amadurecendo seu pensamento, seu desenvolvimento cognitivo.
Por isso, a importância do estímulo de nós adultos, através de histórias que lhes são contadas diariamente, e com o manuseio de diferentes textos e imagens, mesmo que a criança ainda não saiba ler, mas que esteja rodeada de materiais, auxiliando e incentivando-a a ir além dos recursos que utiliza em suas construções, aos poucos ela vai adquirindo os aspectos estruturais da narrativa, fazendo as pausas e entonações dos personagens, necessárias para, tornar sua fala interessante e atrativa, enriquecendo sua história com recursos de sua criatividade, amadurecendo seu pensamento, aperfeiçoando a cada dia sua oralidade, seu pensamento cognitivo, tendo cada vez mais facilidade ao se comunicar.
EJA
Para mim foi uma grande descoberta, saber que a EJA abrange não somente a alfabetização, mas também o ensino fundamental e médio, que até então imaginava que o ensino fundamental e médio ficaria apenas com o Ensino Supletivo. Devido a isso, de imediato surgiu uma dúvida: a diferença do supletivo para o EJA, mas que no decorrer da realização das atividades para mim foi esclarecida.
O supletivo dá continuidade aos estudos a alunos que por um motivo ou outro não puderam concluir em idade considerada “própria”, com um tempo pré- determinado, para a conclusão do ensino fundamental e médio, ou seja, pelo pouco tempo que tem para aprenderem determinados conteúdos, estes são mais resumidos. Já na EJA não existe um tempo pré-estabelecido para que todos aprendam, é preciso respeitar o tempo que cada aluno/adulto leva para assimilar o conhecimento, avançando para a fase seguinte. Este tempo para aprender, é diferenciado de pessoa para pessoa, para alguns, podem levar semanas, meses, como para outros, anos.
Em minha comunidade infelizmente não acontece a EJA. Fico imaginando os benefícios e alegrias que ela traria para a sociedade, mas especificamente para aqueles adultos não escolarizados, seria um estímulo, uma oportunidade para as pessoas adquirirem novas aprendizagens, novos conhecimentos, trocar informações, compartilhando vários saberes, ampliando assim seus horizontes.
Outra descoberta que tive durante esta interdisciplina foi que a proposta pedagógica da alfabetização de adultos, é diferente da utilizada com as crianças pequenas, ou seja, os recursos, os métodos de ensino utilizados pelo professor ao alfabetizar adultos não podem ser os mesmos utilizados com crianças pequenas, pois, os adultos já trazem uma bagagem de conhecimento durante toda a sua vida, por isso a metodologia deve partir de suas vivências de adulto, que são diferentes das vivências de uma criança, caso contrário não terá significado nenhum para o aluno/adulto, acabando por desistir das aulas.